Apr 20, 2011

celebrar a memória: Festa da Flor na Tapada da Ajuda de 5 a 8 de Maio

Por iniciativa do Instituto Superior de Agronomia por ocasião do seu centenário, retoma-se a tradição das grandes exposições de flores e jardins que se realizaram no Pavilhão de Exposições da Tapada na primeira metade do século passado.
O antigo e bonito Pavilhão de Exposições e o Parque Botânico da Tapada da Ajuda serão o palco da I Festa da Flor de Lisboa, a decorrer entre 5 e 8 de Maio, onde a Sigmetum também se fará representar. A beleza e a diversidade das flores em exposição constituirão um pólo de interesse para o público de todas as idades. No exterior são numerosos os viveiros que se apresentarão a concurso com os seus jardins. Diversas conferências e pequenos cursos terão lugar a toda a hora. O contacto com a Natureza através de um passeio que conduz o visitante através da Tapada e de jardins projectados desde Caldeira Cabral, nos anos 40, e por grandes extensões representativas da paisagem original da Tapada, é também um bom motivo para vir à Festa da Flor. A Tapada da Ajuda, com os seus quase 400 anos de existência, apresenta um vasto património natural, cultural e histórico. Na primeira metade do século XX a expansão urbana da cidade de Lisboa reforçou a importância que este parque assumira desde o século anterior e a permanência do Instituto Superior de Agronomia nesta tapada, que já com um século de história, introduziu novas potencialidades à sua utilização, como espaço verde onde se salvaguarda e valoriza um património que constitui um espaço verde de referência na cidade, conciliando o ensino e a investigação ao recreio, educação ambiental, lazer e conservação da natureza. O Pavilhão de Exposições, com uma estrutura singular em ferro e vidro, foi projectado pelo Arquitecto Pedro d’Avilla, sob a ordem do rei D. Luís I, para realizar a 3ª Exposição Agrícola de Lisboa, em 1884. Ex-libris do ISA, é actualmente um local de comemorações e de actividades culturais.
Planta do Pavilhão de Exposições.

“O exame da planta suscita, de imediato, a semelhança com uma grande ave, de oitenta metros de envergadura e lançada em vôo, no sentido oposto ao da fachada principal, que olha para o Tejo.”

(Cardoso, 1992, pp.30)

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